Não sigo um processo. Tenho princípios.

Conecto design a resultado de negócio. E construo o time e os sistemas para que isso não dependa de mim.

Princípios

O que nunca muda.

A rota muda a cada iniciativa — começo pela pesquisa quando o problema é nebuloso, pelo protótipo quando a solução é a hipótese mais rápida. O que nunca muda é o padrão de exigência com o resultado.

  • Empatia com dados.

    Pesquisa qualitativa + quantitativa

    Converso com usuários — e leio o dashboard, o NPS, a sessão gravada. Intuição não é palpite: é um modelo construído por horas de observação, não de suposição.

    Na Remessa Online, ler o comportamento do cliente antes de priorizar levou a conversão web do investidor de 20–30% para 47%.

  • Solução como hipótese.

    Prototipação rápida como pesquisa

    O caminho mais rápido para entender o problema às vezes é construir a solução. Um protótipo em dois dias ensina mais do que duas semanas de brief.

    Na meutudo., DesignOps somado a prototipação encurtou o time-to-market em 29%.

  • Craft como diferencial.

    Qualidade como intenção, não acidente

    Quando IA gera interfaces em segundos, o detalhe que separa bom de ótimo fica mais visível, não menos. O timing, a hierarquia, a micro-interação — isso não vem de prompt.

    No Tomorrow Lab (Instituto Atlântico), o cuidado com o detalhe sustentou ~90% de CSAT.

  • Negócio como norte.

    Design com OKR explícito

    Toda decisão de design que defendo tem uma métrica — conversão, ativação, NPS, churn. Conectar experiência a resultado é o que dá ao design assento nas decisões que importam.

    Na meutudo., tratar o Design System como produto interno gerou +36% de eficiência operacional.

IA + Design

IA comprime tempo. Não julgamento.

Com IA, as etapas se comprimem — um PM pode prototipar em código antes de eu terminar o brief. Isso não destrói o processo; reposiciona onde o designer agrega mais valor. A resposta certa não é dominar mais ferramentas. É ter melhor julgamento do que usar, quando parar, e o que descartar.

  • Contexto é a nova habilidade.

    A qualidade do output de IA é função direta de quem consegue articular o problema com precisão. Prompt engineering é design thinking aplicado.

  • Prototipar primeiro, pesquisar mais rápido.

    Uso IA para gerar protótipos em horas — e coloco na frente de usuários antes do concorrente ter terminado o discovery.

  • O gap design-código está fechando.

    Conectar design tokens diretamente ao código elimina a camada de tradução onde a intenção de design historicamente se perde.

  • Craft ficou mais importante, não menos.

    IA não tem gosto. Não sente quando uma transição está errada por 80ms. Não sabe que aquele espaçamento quebra o ritmo. Isso ainda é trabalho humano — e vai ser por muito tempo.

Na prática

Adapto o método. Não o padrão.

Maturidade em design é saber o que pular — e ter segurança para justificar. Aqui está o que é inegociável e o que depende do contexto.

Sempre faço
  • Alinhar métrica de sucesso antes de começar Sem isso, qualquer solução pode parecer certa.
  • Validar com pessoas reais em algum ponto Pode ser 3 usuários. Pode ser um teste A/B. Mas sempre tem.
  • Defender craft nos detalhes até o fim Concessão de prazo sim. Concessão de qualidade, negociamos.
  • Revisitar métricas após o lançamento Shippar é o começo da validação, não o fim.
  • Documentar a decisão, não só o resultado O porquê protege o time em sprints futuros.
Faço quando faz sentido
  • Double Diamond completo Para problemas genuinamente nebulosos, com escopo amplo e tempo real.
  • Design Sprint de 5 dias Corro em 3 quando o time é sênior e o problema está bem definido.
  • Journey map detalhado Quando o problema envolve múltiplos touchpoints ou é novo para o time.
  • Personas formais Úteis para onboarding de stakeholders. Dispensáveis quando o time já conhece o usuário.
  • HMW sessions com o time todo Valioso para alinhamento. Dispensável quando a direção está clara e o prazo aperta.
O sistema

Princípio que não vira time não vale.

Os quatro princípios não param no discurso — viram a arquitetura do dia a dia.

Não é teoria — é o que estruturei na meutudo. (área do zero) e na Remessa.

  1. Entrada Duas frentes: backlog de Produto + Design e continuous discovery puxado por Research.
  2. Eixo Research + DesignOps sustentam o fluxo — discovery recorrente vira prioridade; ops vira estrutura.
  3. Rituais · na cadência certa
Próximo passo

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